sábado, 19 de maio de 2012

BANHEIRO E PESSOAS TRANS, UMA QUESTÃO DE NECESSIDADE HUMANA!!!

BANHEIROS PARA NOVOS APARTADOS? Jaqueline Gomes de Jesus Psicóloga e Doutora em Psicologia Social e do Trabalho pela Universidade de Brasília. Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte uma doutoranda foi impedida por seguranças de utilizar o banheiro feminino porque era transexual. Ao se opor a essa arbitrariedade, ameaçaram arrancar-lhe a cabeça. Como resposta da instituição, foi criado um banheiro unissex, o que não me parece solução, mas opção impensada pela criação de um espaço estigmatizado e apartado para cidadãos considerados de “segunda classe”. Uma travesti que tinha processado um shopping mineiro por tê-la impedido de usar o banheiro feminino recebeu estupefata a decisão do juiz, segundo o qual o ato do shopping foi correto, para “preservar a própria segurança e ordem no uso do banheiro público reservado às mulheres”. Infere-se, das palavras desse magistrado, que travestis são naturalmente perigosas, acarretam risco para si e para outros, e que é justo excluí-las ou expô-las aos perigos de uma pessoa com aparência feminina usar um banheiro masculino. Ela afirmou que irá recorrer. É uma obviedade afirmar que as pessoas precisam ter acesso a um banheiro. Entretanto, vê-se que há casos de pessoas transgênero (transexuais e travestis) sendo impedidas desse direito, geralmente por autoridades desinformadas. A iniquidade no acesso ao banheiro tem sido uma das maiores barreiras para a integração de homens e mulheres transexuais na sociedade brasileira. Apartheid: palavra da língua holandesa sul-africana que significa “à parte”. Na África do Sul o termo definia a política de segregação entre os brancos e os definidos como “não-brancos”, com base em uma filosofia que reivindicava a supremacia dos brancos. As pessoas eram obrigadas a ocupar espaços diferentes, em função da sua cor, incluindo banheiros. Historicamente, a falta de banheiros femininos foi uma estratégia para manter mulheres fora de espaços tradicionalmente dominados por homens. Ressalte-se que apenas na época da constituinte um banheiro feminino foi instalado para as deputadas no Congresso Nacional. Essa é uma questão de gênero, e se está repetindo essas apartações com relação a mulheres transexuais (preconceituosamente consideradas inferiores às mulheres biológicas) e aos homens transexuais (também considerados, por alguns, como inferiores aos biológicos). A identidade de gênero é central para vida pública e privada de qualquer ser humano, não apenas para as pessoas transexuais, independentemente de anatomia ou fisiologia. Não reconhecer essa vivência leva a sofrimento e constrangimentos. Como resultado de toda essa discriminação, as travestis, os homens e as mulheres transexuais que enfrentam o problema têm sofrido problemas graves de saúde, e até mesmo são demitidos ou abandonam a escola por se recusarem a utilizar um banheiro para pessoas de um gênero com o qual não se identificam. E especialmente as mulheres transexuais, quando se submetem ao absurdo de utilizar um banheiro masculino, são alvo de agressões e abuso sexual. É justo que elas sejam abusadas? Elas não gozam das mesmas proteções legais dos demais cidadãos? Isso é desumano. Os casos de proibição do uso de banheiro evidenciam uma lógica de discriminação, cuja mensagem é a de que essas pessoas são percebidas como ameaçadoras, ou que é normal serem agredidas por pessoas ignorantes, percepções evidentemente estereotipadas, e que levam à concepção inconstitucional de que, com tal proibição a mulheres e homens transexuais, estar-se-ia “prevenindo crimes”, fato visto apenas nas histórias de ficção científica. É indispensável reconhecer que locais de trabalho, escolas e outros espaços públicos e privados precisam tornar os banheiros acessíveis e seguros também para as pessoas transgênero. Essa é uma questão fundamental de acessibilidade e respeito ao ser humano. Há honrosas exceções. Instituições públicas e privadas têm compreendido as demandas da população transgênero que nelas trabalha ou usa seus serviços, e mesmo que não haja legislações a respeito, têm adotado os nomes e permitido acesso aos banheiros concordantes com o gênero com o qual as pessoas se identificam. É preciso, porém, que as cidadãs e os cidadãos preocupados com o avanço da democracia no Brasil estejam atentas para eventuais violações de direitos fundamentais, decorrentes de puro preconceito.

sábado, 5 de maio de 2012

10/05 - SEMINÁRIO HOMOFOBIA E SUAS IMPLICAÇÕES JURIDICAS. FTC - ITABUNA

Os alunos do 4º semestre matutino do curso de Direito da Faculdade de Tecnologias e Ciências - FTC, de Itabuna, realizam um seminário, onde abordam e discutem as implicações jurídicas da homofobia. Esta iniciativa tem uma importância impar por ser uma ação dos próprios alunos na tentativa de lançar mais uma luz, neste caso a luz da visão jurídica a cerca da ação da homofobia sobre pessoas, alem disso eles produziram um vídeo com algumas pessoas falando a respeito da Homofobia e suas visões. Eu participei do vídeo e, o trabalho está muito bom. CONVIDO A TODOS A PARTICIPAREM!!! O QUE? SEMINÁRIO HOMOFOBIA E SUAS IMPLICAÇÕES JURIDICAS ONDE? FTC – AUDITÓRIO/ ITABUNA- CENTRO ( PROXIMO AO FORUM ). QUANDO? 10 de MAIO de 2012, 07h30min INSCRIÇÕES GRATUITAS!!!! ATRAVÉS DO E-MAIL: queromeinscrever@yahoo.com.br

quarta-feira, 2 de maio de 2012

17/05 - DIA DE COMBATE À HOMOFOBIA!!!.

O dia 17 de maio de 1990 foi o dia em que a Assembléia Mundial da Saúde, órgão máximo da Organização Mundial da Saúde (OMS), retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. Desde então, a data é celebrada internacionalmente como o Dia de combate à Homofobia. No Brasil, esta data foi instituída em 2010, a partir de um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva atendendo a reivindicações de movimentos ligados à defesa dos direitos dos homossexuais. Em comemoração à data, o Centro Acadêmico de Ciências Sociais, motivado por uma idéia que surgiu na Universidade Católica de Brasília, traz um dia temático à causa, com exibição de filme, mesas-redondas, debates e um piquenique. Esse evento surge da necessidade cada vez mais urgente de combater o preconceito, em suas mais diferentes formas de manifestação e ação (homofobia, lesbofobia e transfobia) e, assim, evitar que cada vez mais pessoas continuem sendo discriminadas e, em muitos casos, covardemente assassinadas por causa de suas orientações sexuais e/ou identidades de gênero. O evento também se propõe a relembrar o I Ato Público contra a Homofobia na UESC, ocorrido em 2011, no Bar Inferninho. Local este bastante freqüentado pela população acadêmica e que foi palco de uma situação preconceituosa, quando dois estudantes gays ao se beijarem foram repreendidos pelo dono do Bar sob a alegação que tal demonstração de afeto era uma ofensa aos clientes do estabelecimento. Programação: >(17/05/212 – 08:00 às 17:00) 08:00 – Cine-debate: Exibição de curta metragens com temática LGBT (Sala de reuniões – DFCH) - Eu não quero voltar sozinho; - Eu não gosto dos garotos; - Delicado; - Shame no more (Vergonha nunca mais) - Depois; 10:00 – Mesa-redonda: Foucault e a História da sexualidade (Grupo de estudos de Gênero da UESC) 13:30 – A discriminação contra LGBT no sul da Bahia 15:00 – Piquenique pelo mesmo amor (Bosque da UESC) Inscrição: as inscrições podem ser feitas no período de 01 a 17 de Maio através do e-mail generoepoder@gmail.com. Basta enviar nome completo e Instituição a qual está vinculado. Mais informações: www.generoepoder.blogspot.com

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

OS DEUSES RETORNAM AO OLIMPO!!!





Os deuses retornam ao olimpo

De Michel Jackson, Amy Winehause a Whitney Houston

Salvador, Bahia, domingo 12 de fevereiro de 2012 por MARCELO CERQUEIRA



No popular da Bahia, várias queixas. Ontem à noite começou a pipocar nas mídias a notícia da morte da cantora Whitney Houston, 48 anos ainda sem causa determinada, hoje a mídia internacional divulgou que ela teria sido morta por afogamento na banheira de um hotel, no quarto não havia sinais de drogas ilícitas e sim remédios legalmente prescritos para curar doenças. Essa mesma mídia que necessita de uma personagem para alimentar a voracidade dos seus leitores sádicos divulgou que a canora seria HIV positivo, em outro momento. Acompanhamos a saga da canora através da mídia desde que ela explodiu no mundo musical, no cinema e em todos os lugares, foi magistral o seu sucesso, quem não viu o filme “O Guarda Costas” uma cantora negra, atriz fazendo par romântico com Kevin Costner, macho, galã e branco, queridinho das Américas. Aquela mulher negra, linda, brilhante diferente da imagem que temos dela hoje aos 48 anos, completamente diferente.



Não é fácil segurar o peso de ser famosa, de ser artista e de ter sempre que produzir, porque a indústria precisa de vender, o povo precisa consumir e os artistas são tratados como produto cultural com data de validade no rótulo. Whitney expirou o seu prazo de validade impresso pela indústria cultural esquizofrênica e sanguinária, mesmo sendo ainda muito rica pelos direitos atribuídos a sua imagem, mas a obrigação de produzir, de vender e movimentar o consumo lhe impunha duras regras quais delas muitos artistas não conseguem suportar e acabam sendo substituídos por outros que de alguma maneira se submetem a essas condições por um tempo, não pelo tempo todo, no mundo da subjetividade o descartável é a regra geral, lastimavelmente outros trilharão o mesmo destino trágico.



Whitney percebeu que estava sendo descartada e não suportou isso. Percebeu sua vida pessoal, suas intimidades sendo expostos para vender jornais e revistas. A indústria que lhe criou acabou lhe matando repetindo uma história de dor e sofrimento para muitos dos nossos ícones desde quica Edith Piaff. Ela não era mais o produto Whitney Huston, era uma pessoa considerada drogada, bêbada e HIV positivo e pessoa não grata, um beijo para quem me dizer que suportaria viver sendo tratada dessa maneira desumana.



E foram esses os mesmo destinos criados pela indústria para Michael Jakson e Emy Whinihause, que de uma hora para outra apareceram mortos. Michel a indústria lhe mantinha vivo por ele ainda mesmo nas condições que estava vendia feito água.



Como recordar é viver eu me recordo que em uma bela noite quente numa boate gay em Acapulco, no México um mexicano gatinho me xavecando. O início do papo era ele me perguntando se eu curtia Micahel Jackon. E eu respondo “me gusta mucho”. Ele Jackson maníaco me ensinou trechos em inglês da canção “Billie Jean” do álbum Thriller lançado em 1983. “Billie Jean is not my lover/ She's just a girl / Who claims that I am the one/But the kid is not my son.” Lógico que aprendi a canção e lembro até hoje como um doce “recuerdo” daquela cidade mexicana tão encantadora a beira do mar. Eu também me lembro do tórrido final de noite nos lençóis macios do hotel em Acapulco com o guapo.



Michel defendia-se pela excentricidade e pela solidão e hábitos em sua mansão reservando-se a imagem a poucos e seletos amigos. Como ele vendia ainda muito bem, era interessante manter o astro pop vivo. Por isso a indústria aceitava de cara feia as suas excentricidades. Amy Winehouse, não teve a mesma sorte se é que podemos considerar isso sorte do astro pop.



Ela sempre foi uma sofredora e teve varias histórias de abandono. Primeiro veio o abandono familiar, a falta de crédito que ela tinha em casa, os seus pais diziam que ela não seria nada na vida. Também a questão sexual mal definida, toda mulher é bissexual assim como todo homem também o é, alguns aproveitam outros não, mas ela era lésbica, seu comportamento é revelador, possuía tatuagens de garotas desenhadas em seu corpo, por exemplo. Kabum! Ela explode no mundo ganhando prêmios por seu trabalho musical e uma legião de seguidores.



Quando Amy foi premiado os Estados Unidos não permitiu visto por ela ser considerada mal exemplo, isso pela associação de sua imagem como usuária de drogas ilícitas. Daí começou toda a perseguição da mídia a canora. Como miséria pouca é bobagem, veio o outro abandono e rejeição do namorado “Back to Black” Ela passou a ter sua vida exposta ao mundo, seus momentos, suas intimidades, tudo que ela fazia poderia alimentar o sadismo dos leitores e da mídia sensacionalista.



Eu falava com um amigo hoje sobre a morte de Huston e o seu possível estado de HIV positivo e ele me disse o seguinte. Ou isso ou aquilo viver num mundo em guerra só sobrevive quem esta do lado do vencedor nem todo mundo e Davi pra vencer Golias. Os diferentes sofrem mais, isso inclui tudo, os gays, negros, mulheres. Somos apedrejados por todos lentamente, mas se for pra sentir dor prefiro que seja rápido como na Arábia. Concordo com essa opinião reveladora de que ela assim como outros cometeram suicídio. Os deuses sempre retornam de onde vieram, ao olimpo, ela voltou pra lá

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

IV SEMINÁRIO DE CIÊNCIAS SOCIAIS DA UESC.

O Colegiado de Ciências Sociais e o Departamento de Filosofia e Ciências Humanas (DFCH) realizarão, de 05 a 07 de dezembro, das 8h às 21h30min, no Auditório Paulo Souto, o IV Seminário Anual de Ciências Sociais, com o tema “Diversidades e desigualdades: desafios às Ciências Socias”. Estão disponíveis 400 vagas destinadas a alunos de graduação dos cursos de licenciatura da UESC, professores da rede pública de ensino e demais interessados.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no período de 21 de novembro a 05 de dezembro, das 8 às 21 horas, no Protocolo Geral. Os interessados em apresentar trabalhos nos GTs deverão realizar inscrição com indicação do GT correspondente de 21 a 23 de novembro. A divulgação dos trabalhos selecionados ocorrerá até o dia 24/11. Mais informações pelo telefone (73) 3680-5107.

Leia o Edital Nº 177.

PROGRAMAÇÃO
DIA 05/12/2011 - Segunda-feira
13h30 – Abertura da Feira do Livro de Ciências Sociais e Humanas da UESC
17h – 18h30 - Credenciamento
19h - Abertura - Auditório Paulo Souto
19h45min – Conferência: A modernidade e a busca pela igualdade: uma trajetória
Ministrante: Prof.ª Dr.ª Marinete dos Santos Silva (Sociologia Política / UENF)
Coordenador: Prof. Dr. Elias Lins Guimarães (Sociologia / UESC)
20h45 – Apresentação Artístico-cultural: Grupo
Dilazenze, de Ilhéus – BA

DIA 06/12/2011 - Terça-feira
08h – 12horas - Mini Cursos: I.ª Seção
01. Corporalidades, direitos e políticas públicas
02. Inclusão digital e educação
03. Educação e Sociologia das emoções
04. Educação no campo e as comunidades quilombolas
05. Mídia e dinâmicas sociais
06. Planejamento e elaborações de projetos sociais
07. Processos culturais e pedagógicos de produção, manutenção e modificação das masculinidades na contemporaneidade: questões centrais
08. Relações raciais, religiosidades e cultura
13h30 – 18h30: Grupos de Trabalho: I.ª Seção
• GT01: Gênero e diversidades
• GT02: Cultura, artes e dinâmicas sociais
• GT03: Cidadania, educação e dinâmicas sociais
18h30-19horas – Intervalo
19h – 20h30min - Mesa Redonda: Diversidades e Reconhecimento
• Moderador: Prof. Me. Fábio Pessanha Bila (Sociologia Política / Ciência Política / UESC)
• Prof.ª Dr.ª Marinete dos Santos Silva (Sociologia Política / UENF / LESCE): Reconhecimento de quê e para quê?
• Prof.ª Dr.ª Anatércia Ramos Lopes (Sociologia / UESC/ PARFOR): Dinâmicas sociais e a democratização do Ensino Superior no Brasil
• Prof.ª Dr.ª Emilia Peixoto Vieira (Educação / UESC / Observatório de Políticas Públicas para a Educação): Desafios para uma educação formadora de sujeitos políticos
20h30-21 horas – Debates
21 horas - Apresentação Artístico-cultural:
Dancehall – Makell A. G. Oliveira
Local: Anfiteatro Paulo Souto

DIA 07/12/2011 - Quarta-feira
08h – 12 horas Mini Cursos: II. ª Seção: continuação
13h30 – 18h30min: Grupos de Trabalho: II. ª Sessão: continuação
19 horas – Conferência: A produção da diversidade e da diferença no campo do
gênero e da sexualidade: enfrentamentos ao regime da heteronormatividade
Ministrante: Prof. Dr. Fernando Seffner (Educação / UFRGS):
Coordenador: Prof. Dr. Wladimir Blos (Antropologia / Ciência Política / UESC)
Local: Anfiteatro Paulo Souto – UESC
21 horas - Atividade Artístico-cultural:
Performance: São Jorge de Ilhéus: A literatura de Jorge Amado
Atriz: Patrícia Galdino
Local: Anfiteatro Paulo Souto

domingo, 9 de outubro de 2011

5º SEMINARI0 DE POLITICAS PUBLICAS: EDUCANDO NA DIVERSIDADE.

5º Seminário de Políticas Publicas.
Tema: Educando na Diversidade.


Data:13 e 14 de Outubro 2011.
Local: Faculdade de Tecnologia e Ciências. FTC – Centro
Itabuna- Bahia.

1º Dia – 13/10/2011.

18:00-Credenciamento

18:30-Mesa de abertura com autoridades convidadas.

19:10-IV Mostra de Filmes FOR RAINBOW, Cinema e Diversidade Sexual.

20:50-Palestra “Diversidade Sexual e o ambiente escolar: gerenciando o conflito”.
Prof. Mario Leandro Alves de Jesus - Mestrando em Ciências da Educação (AEM) Especialista em Psicopedagogia (UESC), Licenciado em Pedagogia (UESC), Professor de Arte (Rede Privada de Ensino), Gestor Escolar (Rede Municipal de Ensino) e Coordenador Pedagógico (Rede Estadual de Ensino – BA).

21:30-Debate.



2º Dia. 14/10/2011

08:00-Credenciamento( para que não fez no dia anterior).

09:00-12:00-Palestras:

9:00 - 9:40- Escola sem sexismo, racismo e homofobia.
Prof. Ricardo Dantas.

9:50 -10:00- A voz do professor na desconstrução da homofobia na sala de aula.
Fonoaudiólogo: Fabrício Alves Rodrigues.

10:10 – 11:00- Educação, Homofobia e Cidadania LGBT: desafios e avanços
Prof. Msc. Fabio Pessanha Bila./ Mestre em Sociologia Política/UESC.

11:00 -12:00- DEBATE.

12:00-Intervalo para almoço.


14:00-18:00-

Minicurso 1= Construindo uma escola sem preconceitos.

Prof. Ricardo Dantas. Graduado em Letras/ UESC. Especialista Educação Étnico Racial/UESC, Língua Portuguesa – Vassouras. Rio de Janeiro.

Minicurso 2- A Educação desconstruindo a homofobia e reconstruindo a cidadania LGBT .
Prof. Msc. Fabio Pessanha Bila./ Mestre em Sociologia Política/UESC.

Minicurso 3- Ganha quem convence mais: o poder da voz na construção da identidade.
Fonoaudiólogo: Fabrício Alves Rodrigues.


Minicurso 4- Mosaico sexual: Brincando em cores e genero.
Ativista Social: Jose Antonio Loyola Fogueira/ GRUPO HUMANUS/Comitê LGBT-SJCDH/BA. Graduando em Pedagogia/UESC, Cenema e Video/UFRB.

15/1402011

2º MISS GAY GRAPIUNA

GRAPIUNA TENIS CLUBE

22:00 HS

16/102011

8ª PARADA DA DIVERSIDADE LGBT DE ITABUNA.
14:00HS
AV. AZIZ MARON.

Informações
e-mail: grupohumanus@yahoo.com.br
73-8803-4714 / 8848-3237 / 8837-8124

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

MARCHA DAS VADIAS - VAMOS IMBORA MEU POVO!!!

POR QUE MARCHA DAS VADIAS?
“A vida só é possível reinventada” (Cecília Meireles)

No próximo dia 08 de outubro estaremos em marcha pela principal avenida de Itabuna-Bahia. A nossa cidade sairá na vanguarda, sendo uma das poucas do interior brasileiro a realizar a Marcha das Vadias. Com isso, nos vinculamos a um movimento internacional denominado Slut Walk, iniciado em Toronto, no Canadá, no mês de abril deste ano, em protesto à atitude de um policial que, em uma palestra, advertiu estudantes universitárias da possibilidade de estupro, por estas usarem roupas de “vagabundas” (slut, em inglês). Depois do Canadá, outros países realizaram, em 2011, a Slut Walk: Argentina, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Holanda, Nova Zelândia, França. No Brasil, o movimento recebeu o nome de Marcha das Vadias e vem sendo realizado nas principais cidades do país, a exemplo de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, Natal, Juiz de Fora (MG) e Campinas (SP).
Considerando que o episódio ocorrido em Toronto não é um fato isolado, a principal motivação da Slut Walk / Marcha das Vadias é o protesto contra as formas de violência que atingem as mulheres. Segundo dados do Relatório da Anistia Internacional, de cada 5 mulheres, 1 será vítima ou sofrerá uma tentativa de estupro até o fim da vida; mais de 1 bilhão de mulheres já foram espancadas ou forçadas a manter relações sexuais (estupro); 1 em cada 3 mulheres no planeta foi submetida a algum tipo de abuso; 20% das mulheres são alvo de estupro.
No Brasil, de acordo com dados do Conselho Estadual de Direitos da Mulher (Cedim), da ONG Cfêmea e do Instituto Patrícia Galvão, a cada 12 segundos uma mulher é violentada; 54% dos estupros são cometidos pelos maridos; 69% das mulheres já foram agredidas ou violentadas por homens, sendo que apenas 7 % dos estupros são cometidos por desconhecidos; apenas 14% das vítimas de agressão sexual notificam a ocorrência do crime; 1 em cada 10 mulheres sofre ao menos um estupro. Eis uma infeliz realidade: 1,3 milhões de mulheres são agredidas, por ano, neste “Brasil varonil”. São 150 agressões a cada hora e, por dia, 10 mulheres mortas, segundo dados do Mapa da Violência no Brasil.
Em Itabuna, de acordo com informações fornecidas pela Delegacia Especializada em Atenção à Mulher (DEAM), entre o início de janeiro e o dia 03 de outubro de 2011 foram registrados 1.305 casos de violência contra mulheres, meninas e jovens. A maioria desses casos é de ameaça (435) e de lesão corporal (394). Entendemos que todos esses índices (locais, nacionais e internacionais) representam, lamentavelmente, a ponta de um imensurável iceberg, afinal, a maioria das vítimas não registra as denúncias, em virtude das ameaças empreendidas pelos agressores, majoritariamente representados pelos seus próprios companheiros, familiares ou conhecidos.
Como se não bastassem tais índices, as mulheres, no mais das vezes, ainda são culpabilizadas pelas violências que sofrem. Daí as idéias circulantes: “aquela mulher foi estuprada porque se veste como uma vagabunda/vadia”, “apanhou porque pediu”, dentre tantas outras. Analisando esse contexto de normalização da violência, chegamos à seguinte constatação: as sociedades deveriam educar os homens para não violentar, em vez de transformar as mulheres, de vítimas, a culpadas por essas agressões.
Se ainda existem números assustadores com relação à violência praticada contra mulheres no Brasil, tais índices não dão conta das manifestações de machismo que se ocultam no bojo de um pretenso discurso de igualdade. Não existe igualdade nos espaços sociais nos quais ainda se reproduzem práticas discriminatórias e agressivas: assédio moral e sexual no trabalho, a tese da legítima defesa da honra para inocentar homens assassinos de mulheres consideradas adúlteras, insinuações sobre a baixa capacidade intelectual feminina, deboches quando mulheres precisam ir à delegacia para denunciar algum tipo de abuso.
Então, por que o nome Marcha das Vadias? O movimento se faz necessário na medida em que a sociedade precisa ser provocada a repensar os seus valores e práticas. A estratégia da provocação encontra ancoragem na reapropriação do termo “vadia”, palavra não neutra utilizada costumeiramente para imputar negatividade(s) à conduta feminina. Por conta disso, a Marcha das Vadias se constitui como uma ação política, um protesto irreverente às formas de condenação de todas as mulheres que conseguem ultrapassar as margens impostas por arbitrariedades sociais, ou que são subjugadas por essas mesmas regras. Para isso, lançamos o incômodo ao enfatizarmos a palavra “vadia” para que, a partir daí, possamos repensar o contexto de onde emergem tais formas de violência.
Em Itabuna, formamos um grupo aberto composto por mulheres, LGBT e também homens de todas as idades, profissões e classes sociais. Estamos junt@s numa grande mobilização e decidimos também nos denominar VADIAS, para denunciar e protestar contra toda sorte de violência que as mulheres sofrem. A Marcha das Vadias é um ato que não se esgota no momento mesmo em que vamos às ruas, o dia 08 de outubro representa o início da nossa mobilização política, que possui o caráter permanente e, justamente por isso, prevê ações formativas realizadas a paritr do diálogo com outros movimentos sociais e instituições representativas ou responsáveis pela defesa dos direitos das mulheres. Fazemos nossas as palavras do artista pernambucano Chico Science: “um passo a frente e você não está mais no mesmo lugar”. É com esse espírito que convocamos a comunidade local a se engajar nessa luta que, antes de tudo, é coletiva.
COLETIVO MARCHA DAS VADIAS ITABUNA
05 de outubro de 2011
O QUE? Marcha das Vadias Itabuna-Bahia
QUANDO? 08 de outubro de 2011,concentração às 09:00 horas
ONDE? Jardim do Ó (concentração), Av. Cinquentenário (percurso)